segunda-feira, 31 de maio de 2010

FEIRA REFORÇA AÇÕES EM COMBATE AO FUMO

Por mês, cerca de 30 pessoas procuram o CAPS para deixar de fumar
O CAPS AD desenvolve ações ligadas ao Programa Naconal de Controle do Tabagismo

Dos cerca de 1,25 bilhões de fumantes no mundo, mais de 30 milhões são brasileiros. Apesar do número elevado, há muitas pessoas, hoje em dia, que desejam deixar o cigarro. Segundo dados do Centro de Atenção Psicossocial Dr. Gutemberg de Almeida (CAPS AD), em Feira de Santana, de 60 pessoas atendidas por mês, 30 são viciados em cigarro.
Criado em 2003, O CAPS AD é destinado aos cuidados a pacientes que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas, como o cigarro, possibilitando intervenções precoces, limitando o estigma associado ao tratamento. O Centro recebe pessoas a partir dos 12 anos, residentes em Feira de Santana, com sofrimento psíquico decorrente do uso, abuso e dependência de álcool e outras drogas e que desejam fazer o tratamento.
O CAPS conta com uma equipe interdisciplinar composta por médicos psiquiatras, psicólogos, enfermeira, assistente social, terapeuta ocupacional, musicoterapeuta, professor de educação física, oficineiros de teatro e artes, técnicas de enfermagem e equipe de apoio.
No Centro funciona o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, do Ministério da Saúde. Aos pacientes, são oferecidas as medicações, que é a reposição de nicotina para pessoas que desejam parar de fumar. “O individuo participa de um grupo terapêutico, que geralmente acontece às quintas e sextas-feiras. Nesse grupo são triadas as pessoas que querem parar de fumar e não conseguem sem apoio medicamentoso”, explica a psicóloga e coordenadora do CAPS, Carolina Carvalho.
Segundo ela, 15 pessoas são suficientes para que o grupo seja terapêutico. “A gente não ultrapassa, embora a procura pelo tratamento esteja crescendo”, afirma a coordenadora.



Aplicação de Lei e ações educativas reforçam combate ao fumo

A coordenadora do CAPS AD atribui o aumento na procura pelo tratamento ao “fato da sociedade já reconhecer o cigarro como droga”. “Antes, o cigarro era visto como status. Hoje, as pessoas estão tomando consciência do mau que pode causar. A sociedade já reconhece o tabaco como uma droga. E a lei, que veio para evitar o uso do cigarro em lugares fechados, já causa constrangimento para quem fuma. Pois, o fumante é obrigado a se retirar do local para fumar”, diz.
Segundo o proprietário de restaurante, José Roberto Cerqueira, as pessoas estão evitando fumar dentro do bar. “É preciso que o dono e os clientes tenham o bom censo para cumprir a lei. Os fumantes devem respeitar as outras pessoas que estão no ambiente. Mas, devemos chamar atenção delas com cautela e paciência. A maioria já evita fumar para não ter que sair”, afirma José. Ele salienta que 90% das pessoas que frequentam o restaurante respeitam a lei.

AÇÕES EDUCATIVAS
As Ações Educativas estão divididas em ações pontuais, que são as campanhas de comunicação de massa, como as desenvolvidas durante as datas comemorativas do Dia Mundial Sem Tabaco (31 de maio), Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto) e Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro) e ações contínuas, que utilizam unidades de saúde, escolas e ambientes de trabalho como canais para atingir os públicos-alvo. “Mesmo que o Dia Mundial de Luta contra o Tabaco não esteja na lista das Ações Educativas, devemos destacar a importância de combater essa droga”, diz.

Por Williany Brito
(Matéria publicada no Jornal Folha do Estado, no dia 30.05.2010)

1 comentários:

Deny disse...

Olá boa noite!
Gostaria de saber o endereço da unidade,para tratamento de pessoas que querem parar de fumar,fe Feira de Santana. Aguardo um breve retorno.
Atenciosamente,

Aldênia

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