domingo, 19 de setembro de 2010

BANCÁRIOS AMEAÇAM PARALISAR A PARTIR DO DIA 22

O diretor do Sindicato dos Bancários, Edmilson Cerqueira,
em campanha salarial (Foto: Acorda Cidade)
Além de 11% de reajuste salarial, o Sindicato dos Bancários de Feira de Santana quer bancos funcionando das 8 às 18 horas. Essas são as principais reivindicações dos bancários, e, caso não sejam atendidas, a categoria ameaça entrar em greve na próxima terça-feira, dia 22. No domingo (12), houve tentativa de negociação entre os dirigentes da categoria e representantes da Federação Brasileira de Bancos – Febraban, mas sem sucesso.
“Com certeza os bancários irão parar suas atividades. Pois, até o presente momento todas as rodadas de negociações não deram nenhum resultado favorável. Não sabemos ainda se será uma advertência ou por bancos, mas existe o indicativo da paralisação. Infelizmente, a única arma que o trabalhador tem, depois de exaustiva negociação, desde o início de julho, é a paralisação”, afirma o diretor do Sindicato dos Bancários, Edmilson Cerqueira.

Várias são as reivindicações dos bancários. O aumento no número de funcionários e ampliação do horário de atendimento, para melhor servir a população, são algumas das exigências. “Os banqueiros devem respeitar a população, com um atendimento melhor. O horário deve ser ampliado das 8 às 18 horas para servir aos clientes conforme o funcionamento comércio”, diz o diretor da classe.

A diminuição das taxas, tarifas e as metas abusivas de vendas foram destacadas pelo Sindicato. Segundo o diretor, os clientes são obrigados, quando procuram o banco para tomar um empréstimo ou para fazer qualquer tipo de operação, a fazer compras. “Isso é imposto pelos banqueiros. Para nós, é um abuso com os clientes”, diz.

Outro ponto salientado pelos bancários é o número crescente de funcionários doentes nas agências. “Os bancários estão ficando adoecidos, por trabalhar dobrado para atender a demanda. O Bradesco, atualmente, tem 40 milhões de correntista. Os banqueiros afirmam que tem pontos de atendimento em todo local, como esses auto-atendimento. Mas, e a segurança do cliente? Eles fazem todo o serviço nesses locais e, ainda, pagam muito caro por isso. Isso não pode continuar”, pontua Edmilson.

Nova negociação - A próxima rodada de negociação entre a os dirigentes da categoria e representantes da Federação Brasileira de Bancos – Febraban, acontece neste sábado (17). Caso a nova tentativa de acordo não haja avanços, novamente, a categoria cruza os braços.

Por Williany Brito
Com informações do repórter Paulo José, do programa Acorda Cidade
Matéria publicada no portal Acorda Cidade no dia 14.09.2010

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