segunda-feira, 10 de agosto de 2009

APÓS 18 ANOS, PAI FAZ EXAME DE DNA E RECONHECE FILHA

João Carlos: “Hoje me arrependo de não ter lutado a
favor do reconhecimento da minha filha”

Diferente de vários homens que relutam em fazer o exame de DNA para ter a paternidade do suposto filho reconhecida, o pai de Juliana Santana dos Santos, de 21 anos, fez, com “maior prazer”, o teste, depois de 18 anos de espera.
Pai de mais duas garotas, Alanna (13) e Joanne (8), João Carlos da Silva Mota conta que quando engravidou a mãe de Juliana, na época comprometida, era um homem irresponsável, e que não ligou para a decisão da mulher em esconder a paternidade do bebê, e nomear o atual companheiro como o pai legítimo da criança. “Eu concordei e acabei virando, depois de um mês, o padrinho da minha própria filha. Eu não queria ter a responsabilidade”, conta João.
Aos 7 anos de idade, quando reconhecia João ainda como padrinho, a menina foi embora de Feira de Santana para Salvador. Desde então, cresceu sem a presença do pai, ainda desconhecido. “Ao longo dos anos, não passava pela minha cabeça conhecê-la. Hoje, acho que foi uma burrice da minha parte”, afirma.
Segundo João, depois das desconfianças de Juliana, já com 18 anos, e questionamentos sobre o suposto pai, a mãe dela contou a verdade. “Ela falou com nossa filha e depois me ligou, dizendo que contou toda a verdade e que Juliana desejava me conhecer”, conta o pai, que no dia 7 de setembro de 2007, data do seu aniversário, reviu Juliana, agora como filha e não apenas como afilhada.
“Quando a mãe de Juliana me contou, fiquei muito feliz. Hoje me arrependo de não ter lutado a favor do reconhecimento da minha filha. Quando a vi na rodoviária, já crescida, pensei: ‘aquela menina é minha filha’. O jeito de andar, de falar, o seu porte físico (alta) não negava que ela realmente era a minha filha”, diz João, sorrindo.
“Apesar da certeza de que era realmente pai de Juliana, minha família e minha esposa me disseram que mesmo assim era preciso fazer o exame de DNA. Acabei fazendo. Mas nunca desconfiei por um instante que ela não era minha filha”, afirma João, que diz que o maior presente que pode receber no Dia dos Pais é “a benção de Deus para ver minhas três filhinhas formadas e independentes”.
Por Williany Brito
(Matéria publicada no Jornal Folha do Estado, no dia 09.08.2009)

1 comentários:

Nanna Brito disse...

Meu pai !!! ♥

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