terça-feira, 6 de julho de 2010

NÚMERO DE CONSULTAS AO SPC CAI E CDL PERDE RECEITA


Segundo diretor do SPC, Rui Santana, a maioria dos consumidores
substituem o crediário pelos cartões de créditos (foto: divulgação)

A facilidade na compra com o cartão de crédito automático transformou o hábito dos consumidores ao longo dos anos. Isso fez com que deixassem os outros métodos de lado, como a compra pelo crediário. Essa mudança resultou na queda das consultas dos lojistas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Feira de Santana.
Segundo o diretor executivo do SPC, Rui Santana, o serviço perdeu a condição de oferecer a cidade dados exatos sobre o desempenho das vendas, devido ao uso constante do cartão de crédito pelos consumidores. Ele afirma, ainda, que no primeiro semestre deste ano os números do Serviço registraram um crescimento de apenas 5%.
Os consumidores dão preferência, hoje, a moeda plástica ao invés do crediário. Sem dúvida, eles vêm usando constantemente os cartões de crédito. Isso tem feito com que a venda na prestação no crediário próprio da empresa diminua”, afirma o diretor do SPC. Ele diz que atualmente é desnecessidade consultar o Serviço, pois a maioria das compras é feita pelo cartão de crédito, que não exige maiores informações sobre o consumidor. “No mês de junho houve movimentações, mas comparado com o mesmo mês em 2009, teve queda de 6%”, salienta.

CHEQUES
O diretor afirma, também, que houve redução de cheques consultado pelas empresas. Ele atribui essa diminuição ao fato da “grande maioria” dos empresários não aceitar mais o cheque como forma de pagamento. “A credibilidade dessa forma de pagamento tende a diminuir a cada dia”, acredita o diretor.
Por Williany Brito
Com informações de Ney Silva
(Matéria publicada no portal Acorda Cidade, no dia 06.07.2010)

ELIMINAÇÃO DO BRASIL NA COPA PROVOCA ENCALHE DE PRODUTOS VERDE-AMARELOS

Os comerciantes de Feira de Santana sentem nas vendas os reflexos da eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul. Para quem esperava que a seleção chegaria a grande final, teve muitos de seus produtos encalhados. Dentre os artigos estão camisetas, vuvuzelas, cornetas e outros itens temáticos.
A volta da Seleção para casa resultou em um estoque encalhado de produtos verde-amarelos da ordem de R$ 85 milhões em todo o país. A avaliação foi feita pelo professor de marketing de varejo da Fundação Getulio Vargas e diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Daniel Plá.
Dentre os produtos que mais se destacaram durante a Copa foram as camisas, chapéus de várias formas e tamanhos, perucas exóticas e as tradicionais cornetas e vuvuzelas. De acordo com o gerente José de Jesus, a procura pelos produtos verde-amarelo foi grande antes da Copa começar e durante em que o Brasil esteve em campo. Mas, ele confessa que sobraram um número considerável de artigos.
“O investimento foi grande e a proporção que vendemos também, mas esperávamos que o Brasil chegasse a final, assim teríamos vendido todo o estoque”, diz o gerente. Ele diz, ainda, que “as mercadorias que antes eram sinônimos de lucro, hoje ocupam espaço na loja e no depósito”.

VENDAS DE TV
Na indústria de televisores o investimento também foi grande. O gerente de uma loja de eletrodomésticos da cidade, Lucas Lima, comemora os 40% de aumento na venda de LCD’s antes do Brasil ser eliminado da competição. Mas, ele acredita que poderia ter sido melhor se o Brasil estivesse entre os finalistas. “O investimento foi grande. As expectativas cresciam a medida que o Brasil ganhava. Agora é apostar no saldão e o bota fora para ser vendido o restante do estoque”, afirma.
Apesar de tudo, o Saldo é positivo, na visão de Daniel Plá. Ele, em entrevista ao portal da Agência Brasil disse que o comércio tradicional sai ganhando, uma vez que os produtos verde-amarelos representam uma fração reduzida do faturamento do setor: menos de 5% do total. No caso do Brasil como um todo, a perda estimada era de R$ 10 bilhões.

Por Williany Brito
(Matéria publicada no portal
Acorda Cidade, no dia 06.07.2010)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ESCOLA DE FEIRA DE SANTANA ESTÁ ENTRE AS PIORES DA BAHIA

O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (Mec) divulgaram nesta segunda-feira (05) o resultado da avaliação feita em todas as escolas públicas estaduais, municipais e Federais do Brasil. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apontou que uma escola de Feira de Santana está na lista das escolas com uma das menores notas no ensino fundamental de 5ª a 8 ª: O Colégio Estadual Gerogina de Melo Erismann, com nota 0,9. O número revela uma queda no rendimento em comparação aos anos anteriores, em que a pesquisa foi divulgada. Em 2007 a nota alcançada foi 2,4 e em 2005 2,9.
A Secretaria de Educação do município atribui o baixo índice as questões da falta de qualificação e incompetência de alguns professores e a desestruturação familiar do jovem. “O professor precisa gostar de ensinar e ter a consciência das suas responsabilidades. A integração familiar também é de extrema importância no desenvolvimento do aluno na escola. Caso esses fatores não existam, quem sofre as conseqüências são os estudantes”, afirma o secretário José Raimundo.
Mas ele confessa que houve falha, também, da Secretaria quanto ao acompanhamento e avaliação dos professores da rede municipal de ensino. “Temos que implantar um método para avaliar e acompanhar os profissionais. Temos bons técnicos, mas precisamos fazer um projeto para avaliar e acompanhar todo o processo”, salienta.

ESCOLAS MUNICIPAIS
Entre as escolas da rede municipal, de 5ª a 8ª série, a Escola Municipal Alvaro Pereira Boaventura, lidera o ranking de escolas com menor nota na cidade, avaliada com a pontuação de 1,9. E de nota mais alta é a Escola Municipal Maria Antônia da Costa, com nota 3,5. Os números de notas mais altas em Feira de Santana, tanto em escolas na rede municipal quanto da rede estadual, não podem ser tão comemoradas, uma vez que, as escolas consideradas melhores do país tiveram nota entre 7 e 8,6, como uma escola paulista, do município de Cajuru.
Por Williany Brito e Andréa Trindade
(Matéria publicada no portal Acorda Cidade, no dia 04.07.2010)

BAHIA ESTÁ ENTRE OS ESTADOS COM PIORES MÉDIAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) revelou que dos 11 municípios com as piores notas nas séries iniciais do ensino fundamental, seis estão na Bahia. A pesquisa foi divulgada hoje (5) pelo Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O pior resultado da avaliação realizada no ano passado foi registrado pelo município de Apuarema, localizada no sul baiano, com nota 0,5.
Dos 5.404 municípios avaliados pelo Ideb, 84,9% atingiram as metas estabelecidas pelo Inep no ano passado, levando em conta as séries iniciais do ensino fundamental das escolas da rede pública. As regiões Norte e Nordeste possuem os índices de qualidade educacionais mais baixos entre as regiões brasileiras. Ao longo dos anos, desde que Ideb passou a ser aferido pelo Ministério da Educação, a trajetória não mudou. Elas continuam abaixo das metas e das outras regiões do País.
Ao todo, há cerca de 150 mil escolas de ensino fundamental no País. No Ideb, são avaliadas apenas as escolas que participam da Prova Brasil (com mais de 20 alunos nas turmas de 4ª série/5º ano, 8ª série/9º ano do ensino fundamental e ensino médio). Só são divulgados os dados dos colégios públicos do ensino fundamental, já que as escolas privadas e os estudantes do ensino médio são escolhidos em amostras.

IDEB
O Ideb foi criado em 2005 para medir a qualidade do ensino público no país e é calculado a cada dois anos, levando em conta as notas da Prova Brasil e os índices de reprovação. O Inep estabeleceu metas de qualidade que devem ser atingidas pelo país, pelos estados, municípios e pelas escolas. O objetivo é que a média nacional chegue a 6 em 2021.
Em 2009, 50,2% das cidades ficaram acima da média nacional, que foi de 4,6 pontos, em uma escala de 0 a 10. Na avaliação anterior, em 2007, 47% dos municípios conseguiram superar a média, que era de 4,2 pontos.

Piores notas:
Apuarema (BA) 0,5
Chaves (PA) 1,4
Pedro Alexandre (BA) 2,0
Nilo Peçanha (BA) 2,1
Manoel Vitorino (BA) 2,1
Duas Estradas (PB) 2,2
Santa Inês (PB) 2,2
São Félix do Piauí (PI) 2,2
Dario Meira (BA) 2,2
Pilão Arcado (BA) 2,2
Bonfim do Piauí (PI) 2,2

Melhores Notas:
Cajuru (SP) 8,6
Claraval (MG) 8,2
Neves Paulista (SP) 8,1
Fernão (SP) 8,0
Itajobi (SP) 7,5
Rubinéia (SP) 7,5
Cândido Rodrigues (SP) 7,5
José Raydan (MG) 7,5
Soledade de Minas (MG) 7,4
Marapoama (SP) 7,3
Pedra do Indaiá (MG) 7,3
Dois Lajeados (RS) 7,3
Gonçalves (MG) 7,3
Fonte: Ranking baseado em dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
Por Williany Brito
(Matéria publicada no portal
Acorda Cidade, no dia 04.07.2010)

sábado, 3 de julho de 2010

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS NA PAVIMENTAÇÃO SÓ QUANDO CESSAR A CHUVA, DIZ PREFEITO

O prefeito Tarcízio Pimenta ao lado do engenheiro
da Via Bahia, João Vianey (foto Ed Santos)

Devido as chuvas que caem em Feira de Santana, buracos se abriram em diversos pontos da cidade. O prefeito Tarcízio Pimenta percorreu várias localidades, na manhã deste sábado (2), e constatou os transtornos. Ele prometeu solucionar os problemas, mas somente quando a chuva cessar.
“Há vários dias a chuva não para de cair, com isso houve o comprometimento em determinadas áreas da cidade. Temos ruas e avenidas que tem pavimentos muito antigos, como avenida João Durval Carneiro, que tem mais de 30 anos. Enquanto chover, não podemos fazer o trabalho de recuperação”, explica o prefeito.
Para o secretário de Desenvolvimento Urbano, José Pinheiro, o asfalto da cidade é antigo e o prazo de validade já se esgotou. “70% tem que ser recuperado e fazer um recapeamento dele inteiro. Isso depende de muito recurso. O prefeito conseguiu verbas para recuperar 100 mil metros quadrados, mas é muito pouco”, afirma o secretário. Ele estima que a cidade necessita de 16 milhões de metros quadrados para a recuperação completa desse piso. Pinheiro orienta fazer de imediato uma operação tapa buraco, para aliviar os transtornos.
“Vamos adotar algumas medidas de orientação no trânsito, como a sinalização de algumas áreas mais comprometidas, para evitar acidentes graves, e fazer um planejamento para atender essas necessidades, mas quando cessar as chuvas”, avisa o prefeito.

ANEL DE CONTORNO
De acordo com Tarcízio, a prefeitura é alvo de várias reclamações com relação ao Anel de Contorno. “Hoje o local não é mais administrado pela prefeitura e nem pelo Estado, mas sim pela Via Bahia”, salienta Tarcízio. Ele conta que, na próxima terça-feira, haverá uma reunião com a concessionária “para que possam executar a tarefa e oferecer uma segurança maior a aqueles que trafegam pelo local”.


Por Williany Brito
Com informações de Ed Santos

(Matéria publicada no portal Acorda Cidade, no dia 03.07.2010)

ASSESSORES DEMITIDOS NÃO SERÃO RECONTRATADOS PELA CÂMARA

A Câmara Municipal de Vereadores de Feira de Santana encerrou esta semana os trabalhos legislativos do primeiro semestre. Nas avaliações feitas pelo presidente da Casa, Antonio Carlos Passos Ataíde, houve dificuldades no início de fevereiro, quando teve que demitir 42 assessores e 20 estagiários.
Segundo ele, vai ser impossível recontratar os funcionários novamente. “Tivemos que reduzir todas as despesas. Estamos chamando atenção das pessoas que deixam até uma luz acesa na Câmara; e não pretendemos contratar e nem recontratar os demitidos”, afirma o presidente. Ele salientou que até as viagens feitas pelos parlamentares deixaram de ser feitas. “Veremos, no próximo semestre, se vamos ter condições deles voltarem a participar de congressos pelo menos aqui no nordeste, para não implicar em maiores despesas”.
Mesmo tendo passado por dificuldades financeiras, o presidente da Câmara diz que foi um semestre “produtivo”. “Fechamos a Casa rigorosamente em dia, não devemos a ninguém. Todas as contas estão pagas”, afirma Antônio Carlos. O recesso e as atividades recomeçam no início de agosto.
Por Williany Brito
Com informações de Ney Silva
(Matéria publicada no portal Acorda Cidade, no dia 03.07.2010)