O uso excessivo e incorreto de agrotóxicos prejudica a saúde dos agricultores e dos animais e contaminam o solo e os recursos hídricos. A engenheira agrônoma e subgerente da Empresa Brasileira de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em Feria de Santana, Juliana Firmino de Lima (foto), salienta que os cuidados são essenciais na utilização dos produtos no trabalho no campo. “O que o agricultor pode fazer é mudar a sua forma de plantio, para ter uma plantação mais agroecológica, ecologicamente correta”, orienta.
“Agora, aqueles que ainda usam e estão deixando de usar aos poucos, tem que tomar certos tipos de cuidados para amenizar esse prejuízo, como o horário de aplicação. Os agrotóxicos devem ser aplicados nos horários mais frescos do dia, sempre a favor do vento, para que o respingo não volte para quem está aplicando”, explica.
Segundo ela, esse aplicador deve está vestido com Equipamento de Proteção Individual (EPI), independente da faixa de toxidade do produto. Juliana salienta ainda que o pulverizador deve está bem regulado. “Essa regulagem é necessária para que não haja vazamento e nem aplicação pouca ou desnecessária do produto”.
A engenheira agrônoma afirma que essas mesmas orientações citadas por ela devem ser usadas pelas empresas que vendem agrotóxicos para ensinar aos seus clientes. Mas, ela salienta que para deixar de usar o produto, o agricultor tem mudar a forma de plantar e conduzir a sua plantação para que ele se torne menos dependentes desses produtos.
DIMINUIÇÃO DO PODUTO
“Quem começou a plantar numa área que nunca teve plantio, é muito mais fácil, pois ele já começa da maneira ecologicamente correta. Ele não queima, não utiliza produtos químicos como os agrotóxicos e adubos químicos. O agricultor já começa sua produção com adubo verde, orgânico, outras opções para poder ter a sua plantação de forma exitosa, sem usar esses produtos”, esclarece a especialista.
De acordo com a especialista, os agricultores que já plantam e usam esses tipos de produtos tem dificuldades em deixar de usar os agrotóxicos. Ela orienta a diminuição aos poucos, para não colocar a plantação a perder. “O correto é diminuir aos poucos e mudando seu manejo cultural, não tem como tirar de vez. É como um remédio controlado que um humano toma. Não pode deixar de tomar do dia pra noite. Deve ser tirado ao poucos com acompanhamento médico. A mesma coisa é a planta. Dessa forma, evita a perda de toda plantação”, orienta.




